13 de Agosto de 2017

Aprendo com o silêncio dele. 
Na verdade, a princípio, aprendo irritada e contrariada, depois vou me acostumando a observá-lo e entender o valor que o silêncio traz.
Enquanto ele observa o cenário ao redor eu o observo e imagino o que ele pode estar pensando; depois desisto. Deito ao lado dele e fico olhando o céu e refletindo como as pessoas são diferentes e como essa diferença agrega.
Por meio dele vivi experiências novas, algumas com um certo estranhamento e outras tantas que não quis sequer experimentar, não fazem parte do eu que eu escolhi ser. E imediatamente me vem isso a mente: nós somos reflexos de nossas escolhas e inevitavelmente abriremos mão de algo em um determinado momento de nossas vidas.

Ele me faz lembrar que eu abri mão de uma parte de mim que eu amava muito, mas que sofria muito também e sempre que ele “toca” no assunto algo em mim treme, como um bicho preso, faminto, enlouquecido para desbravar o mundo. 
Engulo a seco. 
Aprendo a ser silêncio. 
Muitas vezes não deve existir diálogo entre a pessoa e seus monstros. Não antes de estar ciente de que poderão ser amigos sem um dominar o outro.
No silêncio ele me ensina a ser mais eu.
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