28 de Fevereiro de 2014
Os segundos se arrastavam; o dia parecia ter 72 horas e quanto mais demorava mais ansiosa ela ficava, afinal é um primeiro encontro e todo primeiro encontro dá a sensação de borboletas no estômago.

Imaginava como seria, se ele iria buscá-la, se eles se encontrariam no local, se ele pagaria a conta e um bilhão de outros “se” que traziam uma angustia e um riso tímido no canto da boca, o tipo de sorriso nervoso.

Às cinco da tarde ele ligou, ela atendeu com um “diz” e ele respondeu “oi, tudo bom?”, ela deslizou na cadeira e quase senta no chão. Pensava: ” – Minha nossa como é que eu digo: ‘- diz’. O que é que ele vai pensar?” 😳

Provavelmente nada!

Continuou a conversa normalmente e a naturalidade dele a incomodava; ela estava quase sem ar, com as mãos geladas, totalmente fora de controle e ele demonstrando uma segurança inabalável.

Quando o relógio marcava 20:00 ela já estava pronta com um belo vestido azul de renda, um pouco acima dos joelhos, provocante, mas não vulgar, maquiada na medida certa e com um leve cheiro adocicado.

Pontualmente às 20:30 ele estava lá, na porta, ligou e disse: “vamos”. Ela abriu o portão e deu de cara com ele escorado no carro pronto para abraçá-la e abrir a porta.

Quando ela entrou nem sabia o que dizer e para surpresa dela, nem ele.

Ingressos do cinema comprados, ele já havia providenciado isso, e ela não precisou nem sequer pensar em pagar nada; ele simplesmente cuidou de tudo, inclusive dela.

Mãos dadas, sala escura, filme de romance e na primeira cena… bom… qual era o filme mesmo?

Ninguém se importou muito com ele 😉


Uma introdução bonitinha para dizer que:
Os primeiros encontros sempre são esperados. Quando se paquera (sim pode estar ultrapassado, mas eu gosto muito desse termo) durante algum tempo por redes sociais, mensagens, ligações, se cria uma vontade louca de encontrar, mas ao mesmo tempo dá um medinho de decepcionar, de derramar um suco na roupa ou de que um alface fique preso no dente.

A fase da descoberta e do conquistar o outro é especial e única em qualquer relacionamento, porque você mostra o melhor que tem na esperança de quando a pessoa conhecer o seu pior, ela faça o equilíbrio e o aceite como ser humano.

A base do relacionamento é a convivência, as afinidades, o ‘abrir mão’ dos dois lados, mas o primeiro encontro é o marco, é a certeza de que naquele momento tudo foi cor de rosa, mesmo que talvez o solado do sapato dele tenha caído, o carro tenha ficado no prego ou você tenha prendido o dedo na porta.
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